Escrita por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, foi gravada inicialmente por Emilinha Borba, em 1950. A nossa versão escolhida no entanto é a versão do autor, Luiz Gonzaga, lançada em 1952. Foi escrita pra mostrar a força do Estado da Paraíba. O presidente do Brasil era Washington Luiz e ele apoiava Júlio Prestes pra seu sucessor. Todos os estados do Brasil apoiaram o candidato do então presidente, com exceção de três; Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba. Assim, Getúlio saiu como o candidato à presidente pelo estado do Rio Grande do Sul, convidando o paraibano João Pessoa pra ser seu vice. Acontece que na mesma época, João Pessoa brigava com o Coronel José Pereira, de Princesa Isabel, que era aliado de João Dantas, também inimigo de João Pessoa. João Dantas escrevia insultoa à João Pessoa nos jornais. João Pessoa mandou invadir a casa de João Dantas e lá dentro encontrou cartas da amante de João Dantas, chamada Anaide Beiriz. As cartas foram divulgadas nos jornais também. João Dantas descobriu que João Pessoa estava em Recife, na Confeitaria Glória e meteu-lhe bala. Isso foi o estopim pra Revolução de 1930. E a Paraíba foi o primeiro estado a dar o passo pra isso acontecer. Foi regravada por Wilson Simonal (1968), Maria Alcina (1973), Silvio Santos (1974), Dominguinhos (1982), Zé Ramalho (1992), Chico César (1995), Os Paralamas do Sucesso (1995), Luiz Caldas (1998), Paulo Diniz (2002), Sandro Becker (2012), entre outros.
A letra:
Quando
a lama virou pedra e mandacaru secou
Quando o ribaçã de sede
bateu asa e voou
Foi aí que eu vim me embora carregando a minha
dor
Hoje eu mando um abraço pra ti pequenina
Paraíba masculina
Muié macho, sim
sinhô
Paraíba masculina
Muié macho, sim
sinhô
Eita pau pereira que em Princesa já
roncou
Eita Paraíba muié macho sim sinhô
Eita pau pereira meu bodoque não
quebrou
Hoje eu mando um abraço pra ti pequenina
Paraíba masculina
Muié macho, sim
sinhô
Paraíba masculina
Muié macho, sim sinhô
Quando
a lama virou pedra e mandacaru secou
Quando o ribaçã de sede
bateu asa e voou
Foi aí que eu vim me embora carregando a minha
dor
Hoje eu mando um abraço pra ti pequenina
Paraíba masculina
Muié macho, sim
sinhô
Paraíba masculina
Muié macho, sim
sinhô
Eita eita muié macho, sim sinhô
Eita
eita muié macho, sim sinhô
Muié macho, sim sinhô
Muié macho, sai pra lá peste, sim sinhô
A versão de Luiz Gonzaga:
A versão de Zé Ramalho:
A versão de Chico César:
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